COM EXEMPLO DE SOLIDARIEDADE DA COMUNIDADE HOSPITAL CENTENÁRIO CELEBRA 87 ANOS

Uma postagem criticando o desgaste das poltronas reservadas aos acompanhantes dos pacientes em uma das clínicas de internação, feita em uma rede social, motivou a proprietária de uma estofaria localizada no bairro São Miguel a fazer uma doação especial ao Hospital Centenário. Em janeiro, ela procurou a Administração e ofereceu a reforma de algumas poltronas. Nesta quinta-feira, 15 de fevereiro, dia em que o Hospital completou 87 anos, Denise Bidart Vargas entregou seis unidades, reformadas e estofadas, durante a atividade comemorativa ao aniversário, que controu com a presença do prefeito Ary Vanazzi e de dezenas de pessoas, entre autoridades, trabalhadores e trabalhadoras da instituição. Na solenidade, também foi lançado o selo comemorativo aos 87 anos do Hospital.

Mãe de dois filhos e com um neto, todos nascidos no Centenário, Denise enxergou na crítica uma oportunidade de ajudar. “A gente sabe que até na nossa casa as cadeiras e os sofás se desgastam com o tempo e precisamos arrumar, além disso, lemos todos os dias que o Hospital está em dificuldades. Queria propiciar que familiares de pacientes pudessem ter mais conforto”, contou. Para o trabalho, Denise teve ajuda do marido, o estofador Enedir Vargas. A reforma foi geral: as cadeiras foram lixadas, pintadas, as espumas foram trocadas e o estofamento é todo novo. “Reformamos tudo, as cadeiras são novas. E eu gostaria de dizer: doem, e se doem. Minha doação está aí, eu fiz a minha parte”, disse ela, emocionada, e foi aplaudida de pé.

“O Hospital Centenário sempre viveu da solidariedade da sua comunidade. Por isso, nada melhor do que registrar a passagem do aniversário com um ato solidário”, elogiou o prefeito Ary Vanazzi, ao agradecer o gesto cidadão de Denise. O prefeito voltou a mencionar a crise que ameaça o funcionamento do Hospital e o atendimento a cidadãos de municípios vizinhos, fruto da insuficiência de recursos do Estado que, nos últimos meses, sequer efetuou os repasses devidos. “O Centenário é uma instituição desrespeitada e desconsiderada pelo Estado. Isso não é choro, é desespero de quem vem sendo tratado de forma diferente. Mas não vamos desistir de manter o Hospital funcionando para a comunidade. Vamos reorganizar o Centenário para que ele atenda bem, de acordo com o que recebe”, enfatizou.

Com um agradecimento especial à dedicação dos trabalhadores ao Hospital, lembrando que, em sua maioria, o quadro de servidores é de mulheres, a vice-prefeita Paulete Souto também agradeceu Denise por sua atitude. “É impagável o que você fez. Tudo o que puder ser feito pelo nosso hospital é muito importante e será bem-vindo”, destacou.

Ao agradecer a representante da comunidade que presenteou o Hospital em seu aniversário, a presidenta do Hospital Centenário, Quelen da Silva, também mencionou a crise financeira da instituição. Lembrou que a saúde é um direito constitucional, que deve ser tratado com responsabilidade por todos os entes da Federação. “O financiamento da assistência hospitalar é realizado de forma tripartite, entre as três esferas de gestão”, destacou. Quelen também enfatizou a importância do diálogo entre todos os atores envolvidos no processo. “Para além de parabenizar o Hospital pelos seus 87 anos, é hora de desejar a superação dos seus problemas e o seu avanço, para que ele possa, enfim, ter uma feliz idade. Todos temos o compromisso com a saúde pública e com o Hospital, que faz parte disso”, salientou.

“Estou emocionada com seu gesto. Você ofereceu o seu trabalho a quem precisa.” A declaração é da deputada Maria do Rosário, ao dizer que veio ao Hospital por acreditar no plano de trabalho para a instituição, e porque o prefeito não deixa buscar ajuda para a cidade. “Nós priorizamos São Leopoldo no orçamento, destacando recursos. Porque quando o prefeito nos procura, ele nos dá oportunidade de servir.”

Também participaram da atividade a deputada federal Maria do Rosário; os secretários municiapais de Saúde, Ricardo Charão; de Educação, Oneide Bobsin; de Direitos Humanos, Hélio Teixeira; de Esporte e Lazer, Rogério de Brito; a secretária em exercício de Políticas para Mulheres, Salete Souza; o vereador Dudu Moraes; a vice-presidenta de Operações do Hospital, Lilian Silva; o vice-presidente de Administração Anésio Bohn; a Procuradora Fernanda Klein; a coordenadora de Enfermagem Fabiani Oliveira, e trabalhadores/as do Hospital.
[Jornalista Ana Garske | MTb 8443 | Fundação Hospital Centenário | Fotos: Thales Renato Ferreira| Decom PMSL

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UMA FELIZ IDADE AO HOSPITAL CENTENÁRIO

* Compartilhamos a íntegra do artigo de autoria da presidenta Quelen da Silva, publicado hoje no Jornal VS.

A Fundação Hospital Centenário faz, hoje, dia 15 de fevereiro, 87 anos. Uma instituição que nasceu a partir de esforços coletivos e da comunidade na busca de recursos para sua construção. A palavra “Centenário” em seu nascimento deve-se aos 100 anos da Colonização Alemã. Passados dezenas de anos o que se espera de uma instituição é o seu fortalecimento e institucionalização de processos e fluxos de maneira a contemplar sua missão e objetivos. No entanto, ao analisar-se esse serviço de saúde, verifica-se algo próximo da Síndrome de Benjamin Button, personagem de um filme que nasce velho (Centenário), a cada minuto rejuvenesce – numa inversão do ciclo da vida –, terminando seus dias como bebê, perdendo funções e memórias; não ganhando em autonomia, mas dependências.
A crise do Hospital Centenário – que ganha concretude em uma dívida de R$ 40 milhões, com passivo de 1, 5milhão/mês, ameaçando diariamente a manutenção de suas atividades -,se expressa em distintas formas e âmbitos, que perpassam a assistência em saúde, gestão de trabalho, gestão hospitalar, gestão financeira e sua participação social. Analisar esses diferentes aspectos de sua crise, torna possível refletir e elaborar planejamento para o futuro dessa instituição.
A atual situação do Hospital Centenário é resultado de impasses, ao longo dos anos, entre repasses de recursos insuficientes para suas atividades (subfinanciamento da saúde) por ineficiência de algumas gestões (insuficiência de planejamento de médio e longo prazo, que pressupõem conhecimento das necessidades de saúde, com metas claras e precisas e perspectiva de alcance de qualidade). Lembremos que a Política Nacional de Atenção Hospitalar preconiza que o financiamento da assistência hospitalar é realizado de forma tripartite, pactuado entre as três esferas de gestão, considerando sua população de referência. Assim, causa estranhamento que um Hospital com a complexidade do Centenário, com habilitações em alta complexidade e características regionais, não tenha efetivado um Financiamento por Orçamentação com recursos suficientes para desenvolvimento das atividades em saúde; estranheza em relação às escolhas realizadas de gestão municipal e a falta de políticas de Estado que busquem equacionar e solucionar as desigualdades de financiamentos. O subfinanciamento da saúde não acontece por acaso, é realizado para diminuir, asfixiar, uma política pública, que compreende saúde como direito de todos. Para os analistas de políticas o não-fazer configura-se em política, são escolhas realizadas pelos governantes e tomadores de decisões.
A insuficiência de repasses estaduais e federais e cronogramas irregulares de repasses vem forçando os municípios a investirem cada vez mais em seus hospitais. Em São Leopoldo não é diferente, no ano de 2017, foram investido 40,90 %, na saúde e, infelizmente, isso não configura em qualidade da assistência em saúde. Nesse sentido, precisamos pensar, conjuntamente, no modelo (organização) de saúde que comporta nosso município.
Semana passada, o Ministro da Saúde afirmou que existe uma tendência mundial de diminuição de leitos, que esse seria o objetivo da política de saúde, a redução de leitos hospitalares. Ao verificarmos dados do DataSUS e do Atlas Socioeconômico do RS, percebemos um declínio do número de leitos no último governo, uma afinidade no planejamento desses âmbitos de gestão (Estadual e Federal). Porém, é salutar (desculpem-me o trocadilho) afirmar que a diminuição de leitos hospitalares apenas é possível em um cenário de fortalecimento de Atenção Básica, resolutiva e com qualidade (onde as pessoas saiam com a sensação que seus problemas foram resolvidos, ou minimamente acolhidos pelas equipes) e que os hospitais estejam integrados a uma Rede de Atenção em Saúde, para garantia do cuidado. Assim, uma política de fechamento de leitos, sem organização de uma Rede de Atenção em Saúde traz diretamente as pessoas mais dificuldades no acesso à saúde, mais filas, mais angústias, principalmente aqueles que dependem da saúde pública, o que atualmente vem crescendo bastante.

A situação de diminuição de leitos sem fortalecimento de uma Rede de Atenção em Saúde, tem como consequência superlotação nos hospitais, pacientes nos corredores, sofrimento dos trabalhadores, caos generalizados e reforça no imaginário da população que faltam hospitais para suas demandas e necessidades, ou seja, observa-se um ciclo vicioso. Nesse sentido, afirmamos, aqui, que somos contra os desmontes e descasos da saúde pública e, que buscamos diariamente, no âmbito da gestão municipal e hospitalar, a partir de ações no cotidiano, construir estratégias de ação e resistência que enfrentem essas situações. E aqueles a qual essa máxima – contra o desmonte e descaso da saúde – seja verdadeira, terão em nós, parceiros na luta pelo Hospital Centenário.

O Sistema Único de Saúde é uma política que traz em si expressa responsabilidades para os três entes federados (União, Estados e Municípios) com objetivo que se garanta a saúde como direito para todas e todos, cidadã e cidadão.Dessa forma, essa política deve ser desenvolvida, com diálogo, respeito e transparência, para efetivação de uma política que é estatal e não de governo.

É importante que compreendamos que o momento que vive o hospital centenário, na qual apresentam-se em risco o desenvolvimento de suas funções insere-se nessas relações apresentadas no texto, são elas que vão constrangendo sua autonomia institucional. Apenas será possível rever essa situação a partir de quatro pontos, que estão articulados entre si: 1) com reorganização dessa instituição, com revisão de seus processos administrativos, financeiros e gestão, 2) compromisso e valorização dos trabalhadores (importante referir, que essa instituição continua suas atividades, apesar de suas dificuldades, pelo compromisso da maioria dos trabalhadores, 3) financiamento adequado, 4) qualificação da assistência em saúde e do cuidado prestado e 5) participação social.

Por último, falemos da participação social, apenas a participação da sociedade e apropriação da política de saúde pelo cidadão comum, torna possível mudar a situação de saúde do Brasil e na cidade, compreender que o debate das políticas se traduz diariamente, no dia a dia, no preço do remédio, na falta de exames e de profissionais. Somente, com o cidadão comum buscando influenciar diretamente nos rumos das políticas, é possível que os recursos financeiros sejam colocados em lugares que conversam com nossas necessidades. É dessa forma, que o Hospital Centenário pode seguir vivendo, não mais como um bebê, altamente dependente, que ainda não expressa todas suas vontades e personalidade, submetendo-se de alguma forma aqueles que o “cuidam”.

A participação social permitirá ao Hospital Centenário, vida longa. Nesse sentido, esse momento exige de nós, diálogo na busca da soluções e estratégias. Aqueles que não compreenderem isso, que não realizarem a defesa desse serviço, darão concordância à diminuição de suas atividades, ou até mesmo, seu fechamento. Assim, para aqueles que defendem uma saúde pública e com qualidade, resta-nos, e não temos mais opções, construir que os 87 anos do Hospital Centenário seja a sua melhor idade! Uma melhor idade ao hospital significa, serviços realizados com qualidade, humanização, excelência, desenvolvendo, também, sua vocação para o ensino e pesquisa. Uma feliz idade ao Hospital Centenário! Uma feliz idade a todas e todos nós!

NOTA OFICIAL DA PREFEITURA DE SÃO LEOPOLDO

GOVERNO DO ESTADO DISCRIMINA O CIDADÃO LEOPOLDENSE | O governo do Estado do Rio Grande do Sul discrimina o Hospital Centenário, de São Leopoldo e , por consequência, faz mal à população da cidade que é atendida por um único hospital público. Prejudica também cidadãos de 18 municípios que precisam do Centenário no atendimento de referência em média e alta complexidade. No início de janeiro foram repassados mais de R$ 140 milhões para a saúde de municípios do Estado. Somente para hospitais, foram R$ 100 milhões. Nada para São Leopoldo.

Esta semana, foi anunciado repasse de mais R$ 176 milhões, sendo R$ 9 milhões somente para hospitais aqui do Vale do Sinos. Novamente, nem um tostão para o Centenário. Nem mesmo foi cumprida a ordem judicial de depósito dos irrisórios R$ 235 mil que o hospital deveria receber do Estado, atrasados desde setembro. A Prefeitura ganhou liminarmente, a Justiça determinou o pagamento, mas o Estado recorreu, está de posse do processo e desta forma inviabiliza que o dinheiro entre nos cofres do Município.

Atualizando, o governo Sartori deve mais de R$ 1,1 milhão ao hospital leopoldense.

O drama do hospital Centenário é grande e se arrasta há algum tempo. Mas tem piorado nestes últimos anos, especialmente por que não foi feita a orçamentação com o governo do Estado, na administração anterior do Município e o repasse – que deveria ser realizado mensalmente – ficou fixado em R$ 235 mil. A despesa mensal do HC chega perto dos R$ 9 milhões.

Apesar de várias tentativas, conversas, protestos, audiências, a situação do Centenário não sensibilizou o governo. Ao contrário, ao invés de ajudar com mais recursos, o governo estadual – no que parece ser uma retaliação política – simplesmente cortou os repasses.

É uma total falta de respeito, não com a administração da cidade ou com Fundação Hospital Centenário, mas com a população de São Leopoldo. Repudiamos esta atitude, que prejudica o cidadão leopoldense. A saúde é responsabilidade de todos os entes federados – Município, Estado e União.

A Prefeitura de São Leopoldo tem assumido a manutenção do Centenário, que esta à beira de um colapso. Vamos responsabilizar, sim, o governo estadual, por todos os prejuízos no atendimento hospitalar de nossa população. Cumpriremos a nossa parte até quando possível, mas não nos furtaremos em denunciar o descaso, a discriminação, a politização do que deve ser obrigação de quem governa um estado do tamanho do Rio Grande do Sul.

Prefeitura Municipal de São Leopoldo

HOSPITAL CENTENÁRIO ADQUIRE EQUIPAMENTOS COM RECURSOS DA CONSULTA POPULAR

A Fundação Hospital Centenário adquiriu 23 bombas de infusão, três monitores multimaparamétricos e um ventilador pulmonar, com recursos da Consulta Popular 2015/2016. A solenidade de entrega oficial dos equipamentos, que serão utilizados na UTI Aduldo e na Emergência, ocorreu na manhã desta sexta-feira, dia 2 de fevereiro, com a presença do prefeito Ary Vanazzi.

Em seu pronunciamento, o prefeito agradeceu à população pela expressiva participação na Consulta Popular, e pelos votos direcionados ao eixo da Saúde, que contemplaram o Hospital. “Estes equipamentos são muito bem-vindos às nossas unidades. Estamos trabalhando incessantemente na busca de recursos para melhorar o nosso hospital, porque ele tem sido muito maltratado pelo Estado e pela União”, enfatizou, citando o aporte de recursos de R$ 9 milhões a hospitais do Vale do Sinos, efetuado esta semana, que não contemplou o Hospital Centenário. “Mesmo recebendo apenas R$ 235 mil, e com pendências desde setembro do ano passado, o Governo do Estado não repassou nada ao Centenário”, lamentou.

Em sua saudação, a presidenta Quelen da Silva agradeceu a votação da comunidade em favor do Hospital. Para ela, a comunidade demonstra compreender a importância do seu hospital e dos serviços que presta. O presidente da Câmara de Vereadores, Armando Motta, concordou: “Estou muito feliz por encerrar a semana com esta agenda positiva. O Hospital Centenário, pela situação em que se encontra e por sua importância regional, merece toda a atenção e ajuda que puder vir para ele”, salientou.

A importância da mobilização feita pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento (Comude) para o sucesso da Consulta Popular foi ressaltada pela secretária do Orçamento Participativo, Janaína Fernandes. Ela reforçou que a população está se esforçando para adquirir equipamentos ao Hospital por reconhecer a necessidade, mas esta é uma atribuição do Estado que vem sendo negligenciada. Janaína também enalteceu a força da Consulta Popular, que a cada ano tem aumento de participação. “Em 2017, ocorreu a maior votação da região: 8.392 pessoas participaram” comemorou.
Demanda prioritária da Consulta Popular realizada em agosto de 2017, o Hospital foi novamente contemplado com recursos para aquisição de equipamentos, graças aos 3.833 votos da população no eixo Saúde.

Também participaram da atividade o secretário municipal de Saúde, Ricardo Charão; o vice-presidente do Conselho Municipal de Saúde, Ricardo Barbosa; a presidenta do Conselho Municipal de Desenvolvimento (Comude), Elci Ferreira; os representantes do Sindicato dos Servidores Públicos, Juliano Palinha e Patrícia Cantareli; a vice-presidenta de Operações do Hospital, Lilian Silva; o vice-presidente de Administração Anésio Bohn; a Procuradora Fernanda Klein; a enfermeira coordenadora da UTI adulto, Gimeni Carvalho, e trabalhadores/as do Hospital.

02-02-2018 - Cerimonia Entrega de Equipamentos (9)

HOSPITAL CENTENÁRIO ABRE PROCESSO SELETIVO PARA REPOSIÇÃO DE QUADRO FUNCIONAL

A Fundação Hospital Centenário está abrindo processo seletivo simplificado para contratação emergencial de trabalhadores (as). As vagas são para reposição de quadro funcional e o contrato terá duração de um ano, prorrogável por igual período. As inscrições são gratuitas e ocorrerão no período de 29 de janeiro a 2 de fevereiro de 2018, devendo ser feitas pessoalmente, no horário das 13h30min às 16h, de segunda a sexta-feira, no Hospital Centenário (Avenida Theodomiro Porto da Fonseca, 799, bairro Fião, São Leopoldo). As informações sobre os requisitos para inscrições estão no edital 001/2018, disponível no site www.fhcsl.com.br

Edital Processo Seletivo

Anexo I – atribuições

Anexo II – valores