Dia do(a) Médico(a)

Em homenagem ao Dia do(a) Médico(a), ouvimos alguns profissionais da equipe do Hospital e preparamos um Jornal Mural especial, em comemoração à data. O Hospital Centenário deseja a todos esses trabalhadores e trabalhadoras, feliz Dia do(a) Médico(a). Agradecemos os profissionais que se dispuseram a dar seus depoimentos e também aos que falaram e não foram contemplados nesta edição, pela falta de espaço. Por isso, em breve teremos outra edição.

jornal médicos

HUMANIZAÇÃO

Alunos da disciplina de Humanização e Ética, da turma 42 do curso de Técnico de Enfermagem da Escola da Paz, foram conhecer de perto a Maternidade do Hospital, na noite de terça-feira (16). Levaram doações e doses de amor, carinho e afeto às mamães internadas na unidade, e aos bebês. Lá, buscaram conhecer um pouco a respeito das realidades e necessidades das pacientes, numa troca de experiências.

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FAMÍLIA AUTORIZA DOAÇÃO DOS RINS DE IDOSO DE 73 ANOS, VÍTIMA DE AVC

Nesta semana, ocorreu a doação de órgãos do paciente mais velho, desde 2015, ano em que a captação passou a ser feita no Hospital Centenário. A família de um idoso de 73 anos, falecido em decorrência de um AVC, autorizou a doação dos dois rins do paciente.

No Brasil, mais de 44 mil pessoas aguardam pela doação de um órgão, e cerca de 3.500 desta lista são gaúchos. A espera, muitas vezes, é longa demais. No Centenário, a Comissão Intra-Hospitalar de Captação e Doação de Órgãos atua na organização do processo de captação de órgãos, na identificação de potenciais doadores, com abordagem adequada aos familiares, e na articulação do hospital com a Central do Estado, visando ampliação qualitativa e quantitativa na captação de órgãos.

A Comissão é presidida pela enfermeira Fernanda Estrella, e tem como integrantes as enfermeiras Gimeni Pires Carvalho, Maria Iolanda Machado, Neusa David, a psicóloga Loide Machado, a farmacêutica Raquel Bobrowski, a técnica de Enfermagem Andreia da Silva, e o médico Marcos Chaves.

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GELADEIRA ‘RECHEADA’ DE LIVROS É INSTALADA NA PEDIATRIA

Explorar o conteúdo da “geladeira de livrinhos” foi o estímulo para o menino Yago Gabriel Amâncio da Trindade, de 11 anos, tomar coragem para dar os primeiros passos, após uma cirurgia de retirada do apêndice. A curiosidade venceu o receio, e levou o menino que estuda no quarto ano a sair do leito e escolher três livros. “Eu gosto dos dinossauros”, disse ele, sem desviar os olhos do livro. Depois de Gabriel, foi a vez de Emilyanna Souza de Oliveira. Aos 7 anos, a garotinha contou que ainda não sabe ler, porque está em processo de alfabetização, por isso, não queria sair do leito para conhecer a novidade. Quando viu, rendeu-se, e saiu faceira com seu “livrinho de princesas”. O Hospital Centenário é a primeira instituição da cidade contemplada com o projeto intitulado Geladeira Cultural, desenvolvido pelo Rotary Club São Leopoldo Sul.

Com capacidade para armazenar até 400 livros, a Geladeira foi entregue nesta quarta-feira, dia 26, na unidade de Pediatria do Hospital, com a presença da presidenta do Hospital, Quelen da Silva, do secretário de Cultura e Relações Internacionais, Pedro Vasconcellos, da presidenta do Rotary Club São Leopoldo Sul, Nadia Garcez Padilha, do idealizador do projeto no âmbito do Rotary, Juliano de Oliveira, e de trabalhadores do Hospital. Ao dar as boas-vindas, a enfermeira coordenadora da Pediatria, Sarita Lovato, elogiou a iniciativa: “Nós somos o que espalhamos, não o que juntamos. Aqui espalhamos cuidado, solidariedade, e, agora, também cultura”, comemorou.

A possibilidade de disponibilizar livros para os mais diversos públicos, estimulando a leitura e o conhecimento, motivou Juliano de Oliveira a apresentar o projeto Geladeira Cultural ao Rotary. “A ideia é que as pessoas escolham o livro, e, se desejarem, o levem para casa, e devolvam após a leitura. Doação de livros para repor o acervo também são bem-vindas, porém, numa perspectiva solidária, sem regras ou cobranças”, explicou.

A presidenta Quelen da Silva e o secretário Pedro Vasconcellos acreditam que a cultura dialoga diretamente com a promoção da saúde. “Iniciativas como esta são muito importantes para a humanização do atendimento. São uma forma de acolhimento, uma outra dimensão do cuidado”, salientou Vasconcellos. “Esses projetos ajudam a constituir um pouco de leveza a momentos em que a pessoa, de certa forma, é sequestrada do convívio a que está acostumada, enquanto é submetida ao tratamento”, disse Quelen, enfatizando ainda a importância das parcerias com a sociedade civil para viabilizar a construção de processos como este no Hospital.

A meta do Rotary Club São Leopoldo Sul é disponibilizar mais de 20 geladeiras, facilitando o acesso para as pessoas, inclusive, funcionando como uma espécie de minibiblioteca ambulante. Quem quiser participar do projeto fornecendo geladeira, indicando local para colocação ou doação de livros, pode entrar em contato através da página no facebook.com/RotaryClubSaoLeopoldo, ou pelo Whatsapp: 9 9595-2153

Também prestigiaram a atividade a vice-presidenta de Operações do Centenário, Lilian Silva; a diretora de Enfermagem, Fabiani Oliveira; os membros do Rotary Club São Leopoldo Sul, Luciane Segala e André Deferrari; a enfermeira chefe do turno da manhã da Pediatria, Náglia Triches; representantes do grupo de voluntários Amigos da Pediatria; a doadora da primeira geladeira, Carmem Maria Porto Machado, e trabalhadores/as do Hospital.

[Jornalista Ana Garske | MTb 8443 | Fotos Felipe Barboza| Fundação Hospital Centenário |

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CENTENÁRIO REÚNE PROFISSIONAIS, PACIENTES E FAMILIARES EM EVENTO SOBRE DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

Em 1º de setembro, o Hospital Centenário realizou a maior captação de órgãos deste ano. A autorização de doação, feita pela família, permitiu que pulmões, rins, fígado e córneas de um homem vítima de AVC seguido de enfarto tornasse possível o transplante a sete pacientes que aguardavam na lista de espera por doadores. No Brasil, mais de 44 mil pessoas aguardam pela doação de um órgão. Cerca de 3.500 desta lista são gaúchos. A espera, muitas vezes, é longa demais. Para debater o tema, o Hospital Centenário realizou, nesta quarta-feira, dia 19, o 4º Workshop de Doação e Captação de Órgãos. Alusiva ao Dia Nacional da Doação de Órgãos, celebrado em 27 de setembro, a atividade lotou o auditório da Oncologia Centenário, e contou com a presença do prefeito Ary Vanazzi, da presidenta do Centenário, Quelen da Silva, do vice-presidente médico, Valmor Ruaro, da vice-presidente de Operações, Lilian Silva, pacientes à espera de transplante, transplantados, e familiares.

A valorização e o fortalecimento do SUS foram aspectos abordados pelo prefeito, que enfatizou a necessidade de financiamento desta política pública para possibilitar o custeio das despesas com ações e serviços. “Hoje, o Brasil é uma referência mundial em transplantes gratuitos de órgãos. O serviço prestado é público e de alta qualidade”, destacou. Vanazzi também referiu a crise financeira enfrentada pelo Centenário que, mesmo passando por sérias dificuldades, presta excelentes serviços, como os da Comissão Intra-Hospitalar de Captação e Doação de Órgãos. O prefeito lembrou do depoimento comovente de uma professora americana que, em passagem a trabalho por São Leopoldo, sentiu-se mal e foi atendida na Emergência do Hospital, na semana passada. “Ela elogiou os trabalhadores do Hospital e afirmou que não teria atendimento melhor em seu país, onde teria que pagar. É por isso que eu sempre digo: O SUS é o melhor serviço de saúde do Brasil e do mundo”, finalizou.

INDENPENDÊNCIA

O fato de ter nascido no dia 7 de setembro rendeu à advogada Anália Goreti da Silva, 59 anos, o prognóstico, da mãe, de que seria uma pessoa independente. Porém, no final de 2007, a descoberta de uma fibrose pulmonar idiopática, com o tempo, a incapacitou de respirar sozinha, colocando-a na dramática lista de espera por um transplante de pulmão. “Foi quando eu perdi minha independência”, relatou. Anália foi uma das pacientes que, em 2017, comoveu muita gente ao falar durante o terceiro encontro sobre doação de órgãos. Movimentando-se com dificuldade, ela veio amparada pela família. O tão aguardado doador surgiu em fevereiro deste ano, possibilitando à Anália participar, nesta edição, com o pulmão que devolveu a ela a tão estimada independência.

Antes do início do evento, Anália conheceu Rochelle Benites, de 41 anos, esportista, mãe de três filhos, com a mesma patologia e a mesma espera. As palavras de encorajamento e entusiasmo da que foi submetida ao transplante e está de volta à vida normal foram bálsamo para a que ainda aguarda por doador. “Digam sim à doação de órgãos, e avisem suas famílias, isso é muito importante”, pediu Rochelle.

COMUNICAÇÃO

Trabalhar com a comunicação de más notícias, e fazer a abordagem à família de um possível doador, são situações que exigem muito preparo das equipes de Saúde, para a melhor condução. O enfermeiro Dagoberto Rocha, da Santa Casa, abordou o tema da comunicação em situações críticas no contexto do acolhimento hospitalar. Segundo ele, os profissionais de Saúde precisam trabalhar com três pilares a relação de ajuda: respeito, empatia e autenticidade. “Embora previsível, a morte nunca é esperada. Então, não podemos reprimir os sentimentos das pessoas. A dor da perda é particular, e não há atalho para passar por ela”, salientou.

No Centenário, a Comissão Intra-Hospitalar de Captação e Doação de Órgãos atua na organização do processo de captação de órgãos, na identificação de potenciais doadores, com abordagem adequada aos familiares, e na articulação do hospital com a Central do Estado, visando ampliação qualitativa e quantitativa na captação de órgãos. A Comissão é presidida pela enfermeira Fernanda Estrella, e tem como integrantes as enfermeiras Gimeni Pires Carvalho, Maria Iolanda Ostermann, Neusa David, Viviane Goetze, a psicóloga Loide Machado, a farmacêutica Raquel Bobrowski, a técnica de Enfermagem Andreia da Silva, e o médico Robson Prates.
[Jornalista Ana Garske | MTb 8443 | Fotos Felipe Barboza| Fundação Hospital Centenário |

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CAPACITAÇÃO ÉTNICO-RACIAL

Ocorreu, na manhã de quinta-feira, 13 setembro, a primeira capacitação étnico-racial da Comissão Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Hospital Centenário. A Comissão, que está em fase de implantação, reúne trabalhadores e trabalhadoras do Hospital que lutam pela igualdade entre servidores, no atendimento aos usuários, contra o racismo institucional, e todas as formas de discriminação.

A capacitação foi realizada pela Comissão Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Grupo Hospitalar Conceição, e contou com a presença da chefe do Departamento de Igualdade Racial da Prefeitura de São Leopoldo, Nadir Maria de Jesus.

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“EU FAÇO DE QUESTÃO DE FALAR SOBRE ESSA EXPERIÊNCIA BONITA”

O início da manhã desta quinta-feira foi atípico para a doutora em Antropologia Social e mestre em Teologia Linda E. Thomas. Hipertensa, a americana de 62 anos sentiu fortes dores no peito e foi trazida à Emergência do Hospital Centenário, por volta das 6h. Linda é moradora de Chicago, nos Estados Unidos, e participa, como conferencista, do IV Congresso Internacional da Faculdades EST – Política, EstÉtica e Direito: o pensar teológico em tempos sombrios.

Linda falou sobre o atendimento realizado pelos profissionais da Emergência, e fez questão de posar para a foto ao lado do estudante do curso técnico de Enfermagem, Caio Dall, que no Centenário trabalha como maqueiro. Foi Caio quem serviu de intérprete entre a paciente e a equipe. “Ele foi muito importante para mim, conseguiu me acalmar, explicou o que estava acontecendo”, relatou. A seguir, a íntegra das palavras de Linda, que chegou ao Centenário perguntando como pagaria por seu atendimento, e espantou-se ao saber que, mesmo em sua condição de cidadã de outro país, receberia atendimento gratuito.

“Eu faço questão de falar sobre essa experiência bonita. O cuidado que tiveram comigo foi excelente, e não acho que teria cuidado melhor em nenhum outro lugar. Eu sei que a questão das políticas públicas de saúde, muitas vezes, é prejudicada porque os políticos não vêm conhecer realidades como esta. Então, eu quero falar diretamente para eles: Eu sou a doutora Linda E. Thomas, sou professora na Lutheran School of Theology at Chicago. Eu não falo Português, e, quando cheguei aqui, com dores no peito e pressão alta, eu estava com muito medo. Desde o início, ficou muito evidente que as pessoas estavam preocupadas com o meu bem-estar e que eram profissionais competentes.

As pessoas foram muito sensíveis às minhas limitações em torno do idioma. Fizeram vários exames, monitoraram a minha pressão. De fato, eu recebi o melhor atendimento que poderia ter tido, melhor até mesmo do que nos Estados Unidos. Eu sou uma pessoa cristã, costumo ensinar aos meus alunos a estarem sempre preparados para ajudar qualquer pessoa. E foi isso que eu vi aqui hoje. Este é um hospital onde Jesus seria bem acolhido.”

Foto: Felipe Barboza

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